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Abertura do Diálogo Municipalista em Belém reforça necessidade de união do movimento

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Quinta, 10 de agosto de 2017.

DSCN9534Com dezenas de gestores municipais presentes, teve início o Diálogo Municipalista em Belém do Pará. A cerimônia de abertura, realizada na manhã desta quinta-feira, 10 de agosto, contou com a participação de representantes das entidades estaduais de Tocantins, Amapá, Rondônia, Roraima, além da anfitriã Belém.

O prefeito de Santarém (PA), Nélio Aguiar, falou em nome da Federação das Associações de Municípios do Pará (Famep).  Em sua exposição, o gestor destacou a importância do evento, como forma de debater os interesses do movimento municipalista. “É importante a gente levantar essa bandeira para que a gente possa falar da realidade amazônica, não só dentro da área de Educação, mas em todas as áreas também. Tem Município aqui na região Norte onde o transporte de um paciente não é feito de ambulância e sim, de barco. E essa realidade precisa ser discutida, mostrada”, afirmou.

Aguiar também fez um desabafo sobre a quantidade de responsabilidades assumidas pelos Municípios no decorrer dos anos. “A cada responsabilidade que a gente assume vem um financiamento deficitário. Queremos sim, assumir responsabilidades, mas queremos também que esses recursos venham na mesma proporção”.

Movimento de todos

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) foi representada pelo seu tesoureiro, Hugo Lembeck. Ele, que já foi prefeito de Taió (SC), falou da sua experiência como gestor e da atuação da CNM em busca de autonomia municipal. O gestor fez questão de destacar os eventos promovidos pela entidade, como a Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

“A Marcha é um momento único, para alinhar nossas reivindicações ao governo e ao Congresso Nacional. Na última edição, em maio deste ano, nós tivemos mais de oito mil participantes, o que reforça a amplitude e capilaridade do movimento municipalista”, recordou.  

Lembeck aproveitou o desabafo do prefeito de Santarém para explicar que o subfinanciamento de programas faz parte da realidade de milhares de cidades no país. Foi quando destacou um dos principais pleitos da CNM, em reformular o pacto federativo.

União municipalista

Para finalizar sua fala, o tesoureiro da entidade reforçou a necessidade de manter a união do movimento municipalista. “Tem que ser um movimento perene, contínuo, para que assim a gente possa ter resultados efetivos, mas a CNM não trabalha sozinha. Nós precisamos do apoio e da participação de todos vocês”.

A programação do Diálogo Municipalista em Belém continua com estratégias para melhorar a qualidade da gestão municipal e a pauta política que tramita no Congresso Nacional.