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Gestores alagoanos recebem orientações para financiamento do turismo local

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Terça, 03 de outubro de 2017.

Ag. CNM A cidade anfitriã do décimo Diálogo Municipalista é um diamante bruto, que precisa ser lapidado. Porém, o momento de crise intensifica o corte de gastos e pode prejudicar o desenvolvimento local. Em mais um painel temático, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) apresenta aos participantes detalhes do financiamento para a área de Turismo.

Os debates fazem parte da programação do segundo dia de evento, que foca em pautas específicas de cada localidade. Em Alagoas, as palestras se concentram na cultura e no turismo, duas ferramentas-chave rumo ao avanço econômico da região. Participam do evento ainda gestores de Pernambuco e Sergipe. 

O coordenador geral de apoio ao crédito do Ministério do Turismo, Marcelo Moreira, iniciou sua apresentação explicando que o financiamento da área está ancorado em dois eixos: os recursos reembolsáveis e os recursos não-reembolsáveis. A primeira categoria, envolve o Fundo Geral do Turismo (Fungetur), contratos de financiamento, entre outros, como sinalizou Moreira.

Já a segunda, abriga os contratos de repasse, as emendas parlamentares e também as obras de infraestrutura turística, um dos pontos levantados pelos participantes do encontro para melhorar o turismo em Alagoas.

Obras paradas

Um dos destaques da fala de Moreira foi justamente a quantidade desse tipo de obra em aberto. O representante do ministério do Turismo compartilhou levantamento que revela que somente nos três estados, Alagoas, Pernambuco e Sergipe, há 584 obras turísticas paralisadas. O material analisa o período entre 2010 e 2017.

São diversas obras que envolvem questões como sinalização, pavimentação, reformas de museus, praças, recuperação de orlas, calçamento, entre outras. Para Moreira, os prefeitos precisam rever essas obras e dar seu andamento devido, antes de buscar novos recursos.

Quando perguntado se existe a possibilidade de dinheiro novo, o que quer dizer novos repasses, ele foi enfático: “existe a oportunidade naquelas obras paralisadas, sem conclusão. São obras que podem impulsionar o turismo na região. Sem rever essas obras fica difícil buscar mais recursos, porque dinheiro novo não tem”.

Ag. CNMConsórcios como alternativa

Também veio à tona durante esse painel algumas breves falas sobre os consórcios, ferramenta que pode ajudar os gestores a contornarem as dificuldades. Como já havia pontuado mais cedo o prefeito de Maragogi, Fernando Lira, os Municípios esbarram frequentemente na falta de recursos.

O prefeito de Penedo (AL), Marcius Beltrão, mostrou que é possível vencer a crise. Ele compartilhou a iniciativa de sua cidade em desenvolver um consórcio municipal para trabalhar a questão dos resíduos sólidos. “Não dá para falar de turismo se a gente não cuida do lixo”, justificou.

Para complementar, a consultora para a área de consórcios da CNM, Joanni Henrichs, lembrou que a entidade dispõe de uma área técnica específica sobre o tema. E ainda fez um convite para o Diálogo Municipalista na Bahia, que tratará especialmente da questão.

Saiba mais aqui