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Abertura do Diálogo Municipalista potiguar reforça necessidade de mobilização

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Quarta, 08 de novembro de 2017.

08112017 Dialogos Natal02A comitiva da Confederação Nacional de Municípios (CNM) chega até Natal, no Rio Grande do Norte, para mais uma edição do Diálogo Municipalista. O evento começa nesta quarta-feira, 8 de novembro, com a presença de prefeitos, vice-prefeitos, secretários e vereadores. Independente do Município, a incerteza de sobrevivência financeira predomina.

Durante a cerimônia de abertura, o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Benes Leocádio, abriu sua fala comentando a crise que assola as cidades potiguares. A falta de recursos tem sido constante e divide espaço com a crise hídrica.

Para Leocádio, o momento exige uma mobilização dos gestores municipais brasileiros. Ele convidou os prefeitos da região a estarem presentes na mobilização em Brasília, marcada para o dia 22 de novembro. “Vai ser uma grande mobilização. Eu diria que uma última cartada para lutar por mais recursos. E é importantíssimo a gente estar lá em Brasília para poder pressionar os parlamentares”, destacou.

A necessidade de mobilização também foi pontuada pelo representante da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Pedro Dantas, que falou em nome do presidente Tota Guedes. Ele aproveitou ainda para tecer um elogio à atuação da CNM.

“A CNM tem essa capacidade, de trazer os gestores para discutir os problemas. Na Paraíba, nós tivemos uma taxa de renovação de gestão muito grande. E os problemas são muitos. Tem não apenas a crise financeira, mas a crise hídrica também. Sem o apoio financeiro emergencial, mais de 70% não vão conseguir fechar as contas neste ano”, alertou.

Movimento unido
08112017 Dialogos Natal01Diante desse cenário caótico, a vice-presidente da Femurn, Bernardete Rego, centrou a sua fala na necessidade de união do movimento municipalista. Ela acredita que a soma de esforços é essencial para pressionar o Congresso Nacional a aprovar as matérias da pauta prioritária. “A luta deve ser de todos”, disse.

Em seguida, o vice-presidente da Confederação, Glademir Aroldi, aprofundou os debates a respeito da realidade dos Municípios e lembrou das distorções do pacto federativo, com excesso de obrigações aos Entes locais.

“O pacto federativo existe, mas ele precisa ser regulamentado. Os Municípios precisam ser respeitados”, desabafou o vice-presidente. Para finalizar, ele reforçou o convite à mobilização em Brasília e apresentou algumas das reivindicações municipalistas. Entre elas, a derrubada do veto ao Encontro de Contas e o Auxílio Financeiro aos Municípios (AFM).

A mobilização faz parte da campanha Não deixem os Municípios afundarem, liderada pela CNM em parceria com as entidades estaduais.

Confira o resumo dos pleitos da campanha aqui